sexta-feira, 18 de março de 2016

Quaresma no Candomblé

Quaresma no Candomblé

O período da quaresma são quarenta dias após o carnaval, mas se contado em sua totalidade, daria uma soma de quarenta e sete dias, porém como os domingos já são santos para os católicos, eles não são contados, ficando assim somente os quarenta dias.
Nos templos de Umbanda é comum os trabalhos seguirem em ritmo normal, iniciando na quarta feira de cinzas com uma gira de pretos velhos, que veem na terra para nos conceder as cinzas que nos redimirão dos atos praticados no carnaval, e afastará os espíritos inferiores que normalmente se aproximam das pessoas durante o carnaval, pois mesmo na Umbanda, as
entidades de luz, afastam-se durante os dias da festividade de momo.

Dentro das casas de Candomblé, hoje em dia existem variações com relação a esse ritual: os antigos zeladores para serem aceitos pela comunidade local, a exemplo do que faziam negros e negras como Chica da Silva, que viveu em no Arraial do Tijuco hoje Diamantina MG, entravam para as irmandades da igreja católica, como Sagrado Coração de Jesus, e seguiam seus rituais e preceitos. Assim sendo, introduziram dentro do Candomblé o ato de se resguardar a quaresma, ou seja, a casa fica fechada durante os quarenta dias desse rito.
Comumente vemos casas de Angola e mesmo algumas de Jêje ou Kêtu que mantêm suas festividades suspensas, pois acreditam que: “o santo está dormindo”, ou seja, afastado da terra e que somente exú responde e governa para eles durante essa passagem. No sábado de aleluia tocam o adarrun, toque sagrado para invocar os orixás de volta a nosso planeta.
Porém hoje em dia com a atual situação das religiões afro-brasileiras, esse tipo de ritual vem sido abolido em grande maioria das casas de candomblé, pois, conforme dizem seus zeladores: “trata-se de um ritual cristão e não do axé orixá”, assim sendo não veem motivo para que se mantenha na atualidade.
Um outro fator que com certeza contribuiu e muito para a introdução desse preceito no candomblé, foi o fato de que os negros eram proibidos por seus “donos” a praticarem a religião de seus antepassados e assim sendo, primaram pelo sincretismo.

Mesmo em meados do século XX, ainda era comum a policia perseguir os templos de Umbanda e Candomblé, ocasião em que prendiam todos que se encontravam naquele local, então, os sacerdotes e sacerdotisas continuaram a manter o culto da quaresma como forma de mostrar uma “submissão” ao cristianismo, afastando assim a ideia de culto demoníaco, que erroneamente se tinha de nossa religião.
Mas, com o avanço das leis, muitas casas hoje em dia, aboliram esse ritual, e assim sendo, podemos até mesmo ver saídas de yawô durante os quarenta dias que se seguem após a folia.
Se esse ou aquele está errado, nessas humildes páginas não nos compete dizermos, apenas posso afirmar que, se cultuando ou não a quaresma, o que realmente importa é que sigamos fielmente as leis de nossos orixás, não nos importando as pedras que encontraremos em nosso caminho.
Não nos importa o ritmo de cada casa e de seu sacerdote, o que importa realmente, é que sejamos fiéis à casa que nosso orixá escolheu, pois ele com certeza sabe o que é melhor para seus filhos.
 A Quaresma é oriunda da  religião Católica, que se estendeu pelas demais religiões com exceção das Igrejas evangélicas. Sendo que para a Igreja Católica a Quaresma representa o renascimento e a volta de Jesus, já para o Candomblé a Quaresma tem um significado completamente diferente, onde o povo Iyorubá criou Oròs para respeitar a quaresma, já que a religião foi cultuada principalmente por negros escravos que eram obrigados a serem Católicos. Nos tempos primórdios quando chegava a Quaresma, o povo Iyorubá paravam suas funções e faziam a festa chamada Olorogún, pois para o Candomblé o período da Quaresma é o período que em que os Òrísàs entram em guerra contra o mal para trazer o pão de cada dia para seus filhos.
No dia da festividade chamada Olorogún, eram vestidos todos os Òrísàs do Asé e cada um dos Òrísàs vinha com um pequena trouxa, contendo a comida preferida de cada um deles. Todos dançavam os seus toques prediletos e no final saiam todos em fila dançando o Adarrun. Depois dessa festa os Òrísàs só voltavam no sábado de Aleluia.
Depois do Olorogún os atabaques das casas eram recolhidos, onde tomavam ebós, eram lavados com ervas, e tomavam Obori. Essa foi uma forma encontrada para fortalecer os Atabaques que são utilizados em todas as funções litúrgicas.
No sábado de Aleluia, era feita uma grande festa em louvor aos Òrísàs, onde Ògún por ser o pai das guerras, traziam em suas mãos um grande cesto de pão para distribuir no salão. Representando o vencimento da guerra pela paz.
A semana santa representa para o Candomblé a criação do mundo. Por este motivo os candomblecistas devem vestir o branco nessa semana, e principalmente na sexta-feira santa, já que representa o dia que os Òrísàs desceram do Òrún para conhecerem a grande criação de Olorun, executada por Òdúdùwà.

A semana santa e a Quaresma no Candomblé

Nos tempos primórdios quando chegava a Quaresma, o povo Ioruba paravam suas funções e faziam a festa chamada Olorogún, pois para o Candomblé o período da Quaresma é o período que em que os Orixás entram em guerra contra o mal para trazer o pão de cada dia para seus filhos. No dia da festividade chamada Olorogún, eram vestidos todos os Orixás do Axé e cada um dos Orixás vinha com uma pequena trouxa, contendo a comida preferida de cada um deles. Todos dançavam os seus toques prediletos e no final saiam todos em fila dançando o Adarrun.
Depois dessa festa os Orixás só voltavam no sábado de Aleluia. Depois do Olorogún os atabaques das casas eram recolhidos, onde tomavam ebós, eram lavados com ervas, e tomavam Obori.
Essa foi uma forma encontrado para fortalecer os Atabaques que são utilizados em todas as funções litúrgicas. No sábado de Aleluia, era feita uma grande festa em louvor aos Orixás, onde Ogum por ser o pai das guerras, traziam em suas mãos um grande cesto de pão para distribuir no salão.  Representando o vencimento da guerra pela paz. A semana santa representa para o Candomblé a criação do mundo.

Por este motivo os candomblecistas devem vestir o branco nessa semana, e principalmente na sexta-feira santa, já que representa o dia que os Orixás desceram do Òrún para conhecerem a grande criação de  Olodum, executada por Oduduwa. Peço aos Candomblecistas que respeitem a semana santa, não pelo que ela representa para a Igreja Católica, mas sim pelo ela representa para nós do Candomblé.
Com o término da quaresma todos os espiritas têm por hábito se limpar (fazer ebó) para retirar todas as negatividades existentes, segue aqui alguns ebós que podem estar fazendo para sua proteção, descarrego para se resguardar das maldades existentes em nosso mundo.